Vou me embora pra Casa das Musas - Ùltimo post
A Editora Casa das Musas decidiu me dar um blog de vergonha, daí que este é meu último post no UOL. Aos parceiros invisíveis que sempre cuidaram de me manter no ar, eu agradeço. Este meu canto nasceu em 2006. Numa semana fatídica em que Tião, do outro lado da cidade, teve a mesma idéia. Ops, ideia não tem mais acento. Tião criou o www.sopaodotiao.blogspot.com que recomendo. A Editora Casa das Musas, que ajudei a fundar em 2003, aqui em Brasília, e para a qual faço, às vezes, free lancer de editor, o que muito me apraz, diga-se, está me ofertando guarida no seu site-revista. Então, mudar para continuar o mesmo. Quando tive de sair da editora para assumir serviço público, senti dó. Esta editora foi, desde o início, uma felicidade para mim. Cresceu na mão das Musas, editando poesia, literatura e comunicação. Desde 2004, publico ali minhas coisinhas, já que a gaveta vive aborratada de inutilidades. E também porque não sou besta. Como o blog não ficou pronto ainda e ando cansado de escrever, faço silêncio, deixo para divulgar o www num post póstumo. Não fugirei do endereço, acredite. Não irei desaparecer como nas outras vezes. Como sou dado a análises, queria só dizer duas coisas, primeiro: escrever um blog de poesia, foi a coisa pública mais idiota que fiz na vida. Comprovei a mim mesmo: não tenho nenhum juízo. Depois de descobrir isso, acho que fiquei mais tranquilo. Espelhos não passam de fantasmas. Que nome terá, meu deus, esta patologia? Neste tempo, amiga, poesia me foi companhia. Não sei para você, amiga, mas não vivo sem ela. Com ela caminhei, neste blog, em parques e jardins, estive várias vezes no Sertão e na praia com Manel e relatei um pouco do meu cotidiano insignificante. E que prazer, meu amigo, é ser insignificante! Você, diria Manoel de Barros, se iguá-la às formigas, ao quintal e ao cisco passando no rio. E como sou lírico vou dizer logo: ter falado com Manoel de Barros para este blog já me valeu duas encarnações na Índia. Já que os indianos voltaram à moda. A segunda coisa (das duas análises que queria fazer) está ligada à música. Estou plenamente convencido de que andei tocando algum instrumento. Acho que um instrumento de nuvem. Agradeço principalmente a todos os meus leitores invisíveis, mudos ou inexistentes, poucos, claro, que não sou assim para qualquer bico. Desculpem toda a minha indigência e passividade diante da vida. Amor por cada um, Gustavo.
Escrito por Gustavo de Castro às 01h13
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