Arquivos
 08/03/2009 a 14/03/2009
 01/03/2009 a 07/03/2009
 15/02/2009 a 21/02/2009
 01/02/2009 a 07/02/2009
 18/01/2009 a 24/01/2009
 04/01/2009 a 10/01/2009
 28/12/2008 a 03/01/2009
 21/12/2008 a 27/12/2008
 14/12/2008 a 20/12/2008
 07/12/2008 a 13/12/2008
 30/11/2008 a 06/12/2008
 23/11/2008 a 29/11/2008
 16/11/2008 a 22/11/2008
 09/11/2008 a 15/11/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 26/10/2008 a 01/11/2008
 12/10/2008 a 18/10/2008
 05/10/2008 a 11/10/2008
 28/09/2008 a 04/10/2008
 21/09/2008 a 27/09/2008
 14/09/2008 a 20/09/2008
 07/09/2008 a 13/09/2008
 31/08/2008 a 06/09/2008
 24/08/2008 a 30/08/2008
 17/08/2008 a 23/08/2008
 03/08/2008 a 09/08/2008
 27/07/2008 a 02/08/2008
 20/07/2008 a 26/07/2008
 13/07/2008 a 19/07/2008
 06/07/2008 a 12/07/2008
 29/06/2008 a 05/07/2008
 22/06/2008 a 28/06/2008
 15/06/2008 a 21/06/2008
 08/06/2008 a 14/06/2008
 01/06/2008 a 07/06/2008
 25/05/2008 a 31/05/2008
 18/05/2008 a 24/05/2008
 11/05/2008 a 17/05/2008
 04/05/2008 a 10/05/2008
 27/04/2008 a 03/05/2008
 20/04/2008 a 26/04/2008
 13/04/2008 a 19/04/2008
 06/04/2008 a 12/04/2008
 30/03/2008 a 05/04/2008
 23/03/2008 a 29/03/2008
 16/03/2008 a 22/03/2008
 09/03/2008 a 15/03/2008
 02/03/2008 a 08/03/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 17/02/2008 a 23/02/2008
 10/02/2008 a 16/02/2008
 03/02/2008 a 09/02/2008
 27/01/2008 a 02/02/2008
 20/01/2008 a 26/01/2008
 13/01/2008 a 19/01/2008
 06/01/2008 a 12/01/2008
 30/12/2007 a 05/01/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 16/12/2007 a 22/12/2007
 09/12/2007 a 15/12/2007
 02/12/2007 a 08/12/2007
 25/11/2007 a 01/12/2007
 18/11/2007 a 24/11/2007
 11/11/2007 a 17/11/2007
 04/11/2007 a 10/11/2007
 21/10/2007 a 27/10/2007
 14/10/2007 a 20/10/2007
 07/10/2007 a 13/10/2007
 30/09/2007 a 06/10/2007
 23/09/2007 a 29/09/2007
 16/09/2007 a 22/09/2007
 09/09/2007 a 15/09/2007
 02/09/2007 a 08/09/2007
 26/08/2007 a 01/09/2007
 19/08/2007 a 25/08/2007
 12/08/2007 a 18/08/2007
 05/08/2007 a 11/08/2007
 29/07/2007 a 04/08/2007
 22/07/2007 a 28/07/2007
 15/07/2007 a 21/07/2007
 08/07/2007 a 14/07/2007
 01/07/2007 a 07/07/2007
 24/06/2007 a 30/06/2007
 17/06/2007 a 23/06/2007
 10/06/2007 a 16/06/2007
 03/06/2007 a 09/06/2007
 27/05/2007 a 02/06/2007
 20/05/2007 a 26/05/2007
 13/05/2007 a 19/05/2007
 06/05/2007 a 12/05/2007
 29/04/2007 a 05/05/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 15/04/2007 a 21/04/2007
 08/04/2007 a 14/04/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 25/03/2007 a 31/03/2007
 18/03/2007 a 24/03/2007
 04/03/2007 a 10/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 11/02/2007 a 17/02/2007
 04/02/2007 a 10/02/2007
 28/01/2007 a 03/02/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 24/12/2006 a 30/12/2006
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Editora Casa das Musas
 Blog do Samarone Lima
 Blog da Gabriela Leite
 Blog do Tião
 Babelia
 Blog da Liana Aragão
 Blog da Danyella Proença
 Blog do Lauro
 Blog da Maria Moura
 Blog Lauravive
 UOL - O melhor conteúdo
 popfabi




RAZÃO-POESIA o pensamento poema www.casadasmusas.org.br
 


CENA

João:  - Amenheci com sudorese Maria.

Maria: - E eu amenheci sem vida, João!

 

CENA 2

 - Me diga, você acha que tenho cara de pobre?

- Sim, você passaria por pobre em qualquer lugar. Um pobre universal.

 - Finalmente, rapaz, universal em alguma coisa!

 

LITERATURA

Ultrapassar a página.

Que sacrifício!

 

REDUNDÂNCIA

Ah, crepúsculo de fim de tarde,

como te entendo!

 

MARIA PADILHA

Nas celhas de teus olhos de mar

Vi Florestas!

 

ROSA SELVAGEM

Ofertemos a estada com olhos brilhosos e azeites de oliva. Ofertemos nossos poros, nosso suor, nossos sonhos amarrados aos pastos e as vinhas. Ofertemos... ofertemos! Sentados nas palavras, nossa natureza inclina-se diante do silêncio. O que temos a aprender com a Rosa? Que é gracioso embelezar o mundo em si. Quando a si se faz jardim. Montanha.  



Escrito por Gustavo de Castro às 09h03
[] [envie esta mensagem
]





JUVENINA

Volta e meia, Juvenina vem à aldeia para nos vender flores. Ela traz setes cestos, cada qual repleto de ventos divinos. E todos querem e todos compram e todos riem. No correr da tarde, as casas da aldeia já estão floridas, com seus devidos jarros de alabástro, vasos de porcelana e latões de zinco, que acolhem os perfumes trazidos por ela. A cada nova visita, descobrimos novas cores e novos cheiros: cedros, tulipas, violetas africanas, tangerinas, lótus, canelas, gengibres e cerejas... São tantos os perfumes, tantos, que só conseguimos viver de amores. Esquecemos os nossos dilemas por algumas gratas horas perfumadas.

É uma troca justa.

Juvenina sabe disso e volta à Floresta sem nos cobrar nada. 

 

 

ELZA

Quando moça, Elza renegou sua vida para cuidar dos quatro filhos. Elza escolheu conscientemente isso. Sabia do peso e da jornada. Sobretudo, sabia do silêncio do caminho. Contudo, desde jovem, Elza costumava ir à praia ver os rochedos e o mar em dia agitado. Ela esperava a Lua, aguardava chegar o dia de maré cheia e brava. Botava seu rodado vestido branco, chapéu de palha e sandálias de vento. E saía correndo... Elza sentia-se Elza vendo as ondas explodirem trovão na pedra! Dizia a si mesma:

"isto aí, este rochedo alto, sou eu de braços abertos à vida!" 



Escrito por Gustavo de Castro às 11h01
[] [envie esta mensagem
]





ZENÓBIA

Zenóbia era dessas que queria tornar possível todas as quimeras. Apostava corrida com os anjos; brincava de esconde com o vento e jogava amarelinha com o seu asagrão de estimação. Zenóbia depositava flores laranjas jasmins nos sopés de todos os cumes. Fosse gente, fosse montanha, entregava flores laranjas jasmins aos pés dos que se elevam. Como não eram muitos, Zenóbia não danificava nenhuma seara. Ao contrário, costumava plantar florestas de poesia. Semeava hinos e elegias. Quando dormia, acendia fogos-fátuos em todas as imaginações. 

 

JUREMA

Tatuastes uma árvore no braço para ver se tuas cascas floresciam.

O sabor dos teus frutos tinha a textura das loucuras.

Era eivado da iguaria do sonho. Todos os teus sabores

Sabedoria. 

 

ANTONIO PORCHIA

O mundo perdoa teus defeitos, não tuas virtudes.

 

MARIA CLARA

Decidi por afastar-me completamente dos vulgares, diz ela em tom desolado. As chamas deles não se parecem em nada com as minhas. Venho de um infinito sem direção, onde bebemos vinhos em conchas e fachos de luz anunciam nossas chegadas. Por sobre a cabeça dos puros há uma consciência em forma de luz alva. Não há trabalho, a não ser o de rir com as cachoeiras. No peito, os puros têm pérolas e ordenham os elementos ao sabor das vontades.

Os puros têm ventre fecundo de pérolas íntimas.

Os puros fundem ouro místico no calor do mistério.

Para onde caminham eles, os puros, senão para o país das felicidades reencontradas?    



Escrito por Gustavo de Castro às 13h04
[] [envie esta mensagem
]





IARA

As janelas da noite abriram estrelas e viram teus olhos claros pedindo socorro. As almas da noite amarram-te ao cruzeiro, e sobre teu corpo versaram espumas de maçã e pêssego. Do fundo do teu poço, ecoou um urro tão desesperado, que toda a luz da rua foi embora, avizinhar-se talvez, em quem não sofre. E ficaste a gemer e a gritar como criança caída em poço escuro!

Todos os teus espaços, Iara, são profundos.

Os que não são

sufocam.

 

JOANINHA

Socorres a Joaninha em vôo com a alegria dos hóspedes do Sol. Queimas por inteiro fagulhas de bem-querer, sem que o valor do entardecer seja questionado. Acompanhas o poeta em sua solidão alegre, e não dizes palavras de não-querer. Como te entender se só me trazes conchas rosa-marfins? Com um aceno de pétalas, me dizes ao sair: "Fui ao Fim do Caminho e voltei. Lá, todos os abismos me soaram azuis!"

 

NOS DIZERES DE ALFONSINA:

"Poetas são iguais a chocolates. Amargos ou doces...De se comer!"



Escrito por Gustavo de Castro às 21h22
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]