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ANTONIO PORCHIA

1.

"Não provei vinho superior a meu sangue".

2.

"Ferir o coração é recriá-lo".

 

TRAMA

Não há cena previsível

para o amor

que se reserva

ou se arrisca

em solidão:

habitar o não sabido

o sem-nome do sigilo

é a sina dos que inventam

 - entre sombras

   e invervalos -

a paixão.

(Maria Esther Maciel, poeta mineira, do livro Triz, Belo Horizonte, Orobó Edições, 1999, 2a. Ed.)

 

ANOTAÇÕES

Por hoje, duas estátuas cansadas
uma chuva silenciosa, que não acordava os telhados
um vento que não fazia as curvas onde devia

Anotei também uma criança
que nasceu sem cordão umbilical
(e sobreviveu, conforme nota no jornal)

Duas cáries não latejavam
Dois passarinhos tratavam da vida
em monólogos desencontrados

Um cão manteve o rabo imóvel
em meio à alegria da chegada de seu dono
e li um livro inteiro
de páginas coladas

Um peixe estranho
queria voltar ao anzol
(achando o mundo cá muito estranho: faltava-lhe ar)
e esbarrei num magro tão intenso
que curvava com o peso de um palavrão,
dito horas antes

Por fim, sementes esquecidas em mãos cansadas
como um sacramento em busca de salvação
me lembraram um aluvião.
 
 
(Do poeta andarilho Samarone Lima, no seu blog www.quemerospoemas.blogspot.com)


Escrito por Gustavo de Castro às 13h55
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DESAMOR

As nuvens congelaram; perdemos a plantação dos lírios e das oléosas. Já não falamos das mesmas plantas, já não montamos mais o cocôruto do amor. A montanha inacessível às gentes, deixou crescer, no entanto, um portal de camélias, por onde os bois e as cabras pastam sem que haja infortúnio. Não sabemos ser homem, nem sabemos ser mulher; se sabemos, quem são àqueles que se aproximam do amor? Animais?

Nascemos para fustigar desgraças?

Nascemos para matar uns aos outros

não para amar.   



Escrito por Gustavo de Castro às 10h38
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ANGELUS

A cada seis horas do dia na vida dos homens, canta um Anjo que passa a melodia dos guerreiros. O Anjo corcunda, lilás nas vestes, tem a língua dourada ao dizer que os homens são frouxos em tudo. Todos os dias, o Anjo vem visitar o Feitiçeiro na Aldeia dos Bons. Arranha as asas ao entrar pois tem um vôo desajeitado porque livre. O Feiticeiro o espera com os olhos firmes, ajoelhado com mudas de valerianas nas mãos. O Anjo só espera dele isso mesmo: que tenha olhos firmes e tez determinada e que semeie arvorescendos. Espera dele o impossível, o inaudível e o inalcançável. Quando se encontram, depois de tantas conversas, é comum que chorem as suas emoções. Procuram nas reentrâncias da Força o que há de fortaleza. Alimentam-se de pedras e deuses.

Marte, Ares, Ogun, os deuses todos da guerra são pelos dois cantados, para que a Força seja entre eles

unificada.    



Escrito por Gustavo de Castro às 12h07
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