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OS OSSOS DA LUZ

Tuas carnes são das trevas mas os teus ossos são da luz?

Foi o que me perguntou um amigo ao ver o título do livro de poesia (Os ossos da luz), que lanço nesta quarta-feira, 22, no Carpe Diem, da 104 Sul. Não soube responder ao meu amigo, mas acho que ele está meio certo. Metade de nós é meio sombra, a outra metade é apenas desejo de luz.

Fico feliz porque o livro de poesia sai junto com um de ensaios Italo Calvino - Pequena Cosmovisão do Homem, Ed. UnB, resultado de minha tese de doutoramento. Quem quiser comprar os livros é só pedir na Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br) ou me escrever que mando o exemplar (gustavodecastro@unb.br).

Borges dizia que a alegria de publicar um livro está em mandar ele como se fosse um longa carta para os amigos. Hoje entendo que publicar um livro de poesia é também uma forma de compartilhar nossas sombras, nossas alegrias e nossa esperança. Talvez o meu amigo esteja enganado. Talvez metade de nós seja trevas e a outra metade também.

Mas talvez não.

Talvez haja algo de luz em nós, nem que seja lá escondido no pó dos nossos ossos.



Escrito por Gustavo de Castro às 15h09
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PÁSSARO HOMEM NO METRÔ

 Estamos na estação Praça do Relógio, em Taguatinga. A esta hora da manhã ela está lotada, repleta de trabalhadores e estudantes. É desses dias em que todos, na estação, estamos calados. Uma multidão de mudos espera o trem que demora a chegar. De repente, do nada, um homem começa a assoviar alto um bolero triste. É quando o silêncio aumenta. E o silêncio aumenta na mesma medida que o homem eleva as escalas do seu cantar de boca. Que belo bolero ele joga no ar e no eco da estação - a esta altura - enebriada de tons melancolíricos.

Foi quando, ao longe, começamos a ouvir outro cantar, outro pio ecoando no espaço catedral da estação. Era o trem na via de ferro, chegando máquina, pondo fim ao assoviar arredondado, de lábios latinos, deste pássaro-homem arfando bolero desconhecido.



Escrito por Gustavo de Castro às 13h55
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O SILÊNCIO DAS MÁQUINAS

Às vezes é bom deixar os computadores desligados para ouvir os desmundos, diz velha Antônia aos quatro ventos. Cá na aldeia deu pane elétrica em todas as máquinas: tvs, computadores, máquinas de congelar calaram-se, assim fomos todos lavar as calçadas e tomar cafezinhos. A velha Antônia gritava por toda a aldeia que estava a vender silêncios a 1,99 - era a sua forma, dizia, de contribuir para que ouvíssemos as águas lavando as calçadas, o som das torneiras, das fontes alvejando o piso público por onde gritam todas as vozes. Às vezes, calar é a forma invisível de escrever o poema. Talvez só assim - no silêncio - possam ser escritos os verdadeiros sentimentos. Depois disso a velha fez mandinga. E a luz voltou.

Escrito por Gustavo de Castro às 10h14
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