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RAZÃO-POESIA o pensamento poema www.casadasmusas.org.br
 


DA EXPERIÊNCIA DE SER CAVALO

Sabino empinava pipa quando o corcel alçou o ar diante dos seus olhos. Na surpresa, Sabino soltou a pipa e pediu para cavalgar junto, pois queria conhecer as nuvens por dentro.

Conheci uma moça que cavalgou certa vez um cavalo branco de asas e chifre. Não era um corcel negro como o de Sabino. O cavalo branco veio visitar a moça montado sobre uma nuvem de lua e disse para ela o seu nome: Lunicórnio!

Ela montou no cavalo e saiu pela noite e me contou como é o céu.

São vários.

No meu cavalo de nuvem, visitei uma estrela de cobre, disse.

No país das Graças, vi que todas "as mães bordam lágrimas desertas nos primeiros arco-íris".

Por dentro das nuvens, sei o que Sabino sentiu, sendo vento esfumaçado, gelado de imaginação.

Depois o Lunicórnio me largou, jogando-me a cavalgar no vento, para sentir o impulso das minhas crinas.

Tornei-me cavalo.

Minhas patas eram fortes como raios,

minhas asas brancas e arqueadas cortavam o vento como quem rema mares de essência

tudo se abria diante o cavalgar

destemido 

das minhas patas.



Escrito por Gustavo de Castro às 14h14
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JUAN GELMAN

A mulher do poeta está

condenada a ler ou a escutar os

versos do poeta que humeiam

o agora tirado da alma. E mais:

a mulher do poeta

está condenada ao poeta, a esse

que nunca sabe onde

está a chave do gás e finge

que pergunta para saber

quando só importa a ele perguntar

o que não tem resposta.

(La llave del gas, IN: Valer la pena, México 1996-2000)

 

FERNANDO PESSOA

Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.

(Ficções do interlúdio - Odes de Ricardo Reis, 1933).

 

SAMARONE LIMA

O mundo sem os delicados é um grande tumulto.

(www.estuariope.blogspot.com)



Escrito por Gustavo de Castro às 12h41
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AMOR SUBLIME

Ela quis fazer amor sobre o Alcorão. Depois quis fazer sobre a Bíblia, o Livro dos Espíritos e o Bhagavat-Gita. Por fim, experimentou as obras completas de santo Agostinho e Tomás de Aquino. Não é que ela desejasse a profanação, nem mesmo um amor literário ela queria. Desejava mesmo era um gozo transcendente. Dizia que seu prazer deveria assemelhar-se ao nirvana. Alcançar os anjos de tanto riso estrelar.

No seu transe, revirava os olhos. Não se sabe para onde partia.

 

AMOR NO PORÃO

Até alguns ratos são fiéis.

 

AMOR CONCILIADO

Hoje meu cão beijou a boca do carteiro.

Foi só um selinho.

 

AMOR QUE TENTA 

Amigo velho,

dê um jeito aí

de ser feliz

nem que seja

um tiquinho só.

Nem que seja

o cisco

por um triz.



Escrito por Gustavo de Castro às 10h56
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RENE CHAR

O alojamento do poeta é um dos mais imprecisos: o abismo de um fogo triste licita sua mesa de madeira branca.

A vitalidade do poeta não é a vitalidade do mais além, senão um ponto diamantado atual de presenças transcendentes e de tormentas peregrinas.

 

ROBERTO JUARROZ

A poesia é uma linguagem entre solidões, de solidões, para solidões. Por isso, em último caso, não necessita dos homens: ela se basta com as solidões da gente.



Escrito por Gustavo de Castro às 11h20
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MURMÚRIO DE CIMENTO

Até onde chegam os sonhos dos cegos? Como grita o instante da noite?

Mede-se um homem pelos sonhos, já o disse alguém.

E como se mede aquele que já não tem nenhum cá

senão além?

 

Até onde chegam os sonhos dos mortos?

Como se altera um destino, uma desgraça,

um desalento?

Com que seivas mantemos acesas chamas?

Com que respiração beijamos alheias vidas?

Com que sonhos cegamos mistos cimentos?

 

Sobre um montículo de nada,

praticar a arte de suster

a vela de pé

guardando a chama

com mãos infantis.  



Escrito por Gustavo de Castro às 11h20
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PÓLEN

A casa está em pêlo.

Ao sol posto o colchão.

A gaita descansa lamentos.

Piam dois tristes ninhos.

 

A cada dia é dado frutos.

Teu pão-nosso de agonias. 

 

ANTONIO PORCHIA

1.

"Sempre se acham juntos o mar de mel e o punhal que se nos crava na alma".

2.

"Em nossa curta vida, o tempo é uma longa espera".

 

ROBERTO JUARROZ

"Imaginar uma lâmpada até acendê-la".

 



Escrito por Gustavo de Castro às 10h35
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