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HISTÓRIAS INFANTIS E CONTOS DE NADAS - PARTE I

 

A CEBOLA E O ANEL MÁGICO

 

Era uma vez uma princesa que morava num país distante e frio. A princesa sonhava todos os dias com um anel de ouro que, diziam, possuía efeitos mágicos se fosse usado. Na verdade, ninguém sabia como encontrar o anel. Diziam que ele poderia ser encontrado do outro lado do mar, na terra dos Fandangos.

 

Certo dia, a princesa decidiu ir procurar pelo anel. Apesar do temor do Rei Henrique, seu pai, que era contra a viagem dela, o rei lhe deu de presente um sapato, e disse: “se você estiver em perigo coloque o sapato que ele atrai o bem". A princesa então partiu. Tomou um barco e começou a atravessar o mar. Numa  noite, durante a travessia, um terrível monstro marinho saiu das águas e lhe disse: “Quem se atrave a desejar o anel que tudo consegue?!” E a princesa respondeu: “Ei, seu monstro, eu sonho com esse anel há muito tempo; não é você quem vai me impedir de buscar o meu sonho!!!” E o monstro, irado, revirou o barco e o afundou. Todos morreram, menos, lógico, a princesa que, antes de afundar havia colocado o sapato. Quando ia ser engolida pelo terrível monstro, foi salva por um pássaro branco.

 

O pássaro voou que voou... e atravessou com ela o oceano. O pássaro branco disse: “Eu protejo aqueles que sonham. Eu sou o pássaro branco!...” A princesa agradeceu ao pássaro e disse: “Seu pássaro, obrigado por me salvar, mas eu não tenho como lhe pagar”. O pássaro retrucou: “Não quero dinheiro, eu quero que você não pare de sonhar”. Então o pássaro lhe deu uma de suas penas e disse: “quando você quiser voar, ponha a pena no cabelo”. E se foi. A princesa caminhou até encontrar, no caminho, uma velha. Ela perguntou a velha: “Como eu encontro o anel que tudo concede?”. A velha respondeu: “O anel está guardado no castelo de Redieg, o impiedoso. Ninguém vai lá e quando vai, nunca volta”. A princesa disse:

 

“Eu vou!”

 

No caminho para o castelo, ela encontrou um velhinho sentado, fumando seu cachimbo. A princesa estava com fome e pediu comida. O velhinho deu dois pães com alface e perguntou para onde ela ia. Quando ela respondeu, o velhinho temeu pela vida da menina. Foi até um saco cheio de algodão-doce e disse: “tome isso, se estiver em perigo coma, que você ficará invisível”. E a menina se foi. No caminho ela passou por uma plantação de cebolas e colheu uma, dizendo: “isso aqui vai me ajudar”. Ela disse: “Ouvi dizer que essas são cebolas mágicas”.

 

O castelo de Redieg, o impiedoso, ficava no meio de um lago e não tinha como chegar lá. Mas a menina botou a pena no cabelo e voou até o castelo. Ao chegar, comeu algodão-doce e ficou invisível. Foi até a sala do trono e lá estava o impiedoso Redieg comendo um pedaço de carne. Ela logo viu o anel no dedo dele. Mas o efeito do algodão-doce não durava para sempre e ela logo pôde ser vista. Quando Redieg a viu na sala e disse: “Eu vou te destruir, menina!!!” Foi quando ela comeu um pedaço da cebola mágica e cuspiu nele. Comeu outro pedaço e cuspiu novamente na cara do impiedoso. Com a catinga da cebola cuspida na cara do homem-monstro, ele se derretendo, derretendo, até virar água de cebola...

 

Só sobrou o anel no chão.

 

A princesa pôs o anel-que-tudo-pode no dedo e fez um pedido: “Que ninguém - nunca no mundo - pare de sonhar...” E assim foi. É por isso que até hoje todas as crianças vivem rindo, de qualquer besteira...

 

Cuspindo água de cebola na realidade!



Escrito por Gustavo de Castro às 20h15
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TEMPAGORA

Todo instante é virgem.

 

RENÉ CHAR  -  FUROR E MISTÉRIO

1.

Disciplina, quanto sangras!

2.

Sou o poeta, portador do poço seco que tuas distâncias, amor meu, abastecem.

3.

Felicidade não é senão ansiedade dirigida. Felicidade azulada, de insubordinação admirável, que se balança desde o prazer, pulverizando o presente e todas as suas instâncias.

4.

O poema é ascensão furiosa; a poesia, o jogo das ribeiras ávidas.

 

ADOLFO MONTEJO NAVAS - PEDRAS PENSADAS (2002)

1.

Nada é tão forte quanto o tic-tac do escuro.

2.

Encontrar o tamanho adequado a cada solidão. 

3.

Toda letra é uma máscara.

4.

O vidro separa a realidade de si mesma.

5.

Antes de ver uma imagem, agite-a!

6.

Sentimentos habitados por paisagens.

7.

Os olhos como dedicatória.



Escrito por Gustavo de Castro às 10h51
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VICENTE HUIDOBRO

Altazor por que perdeste tua primeira serenidade?

Que anjo mal parou na porta do teu sorriso?

(Altazor - 1937)

 

SAMARONE LIMA

"É bom ser culpado de certas belezas".

 

IRACEMA MACEDO

Eu só acreditava em Drummond:

O amor chega tarde

Não conhecia o amor que fulgura sem aviso

esse que se sabe proibido

o amor que já se sabe perdido desde o início

Eu não acreditava no impossível

vinha tão sóbria, tão cheia de medidas

não conhecia o esplendor da queda

nem a violência dos abismos.

(poema Dandara IN: Lance de Dardos - 2000)



Escrito por Gustavo de Castro às 11h16
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