RÉSTIA
não gaste todas as tuas forças na felicidade
deixa algumas para a plenitude
outras para o sobrevôo da tarde
por entre os portões da alma
vara a noite fazendo encantos
acende os dias de manhã e arde
quando for pra arder tua chama
púrpura-lilás
não gaste todas as tuas forças na felicidade
guarda alguma já que os tristes também precisam ser fortes
para sustentar sua tristeza no minifúndio do peito
não gaste todas as tuas forças na felicidade
pedra de sonho meu amigo requer argamassa de vento
corpo de sol meu amigo requer entranhas de sofrimento
Escrito por Gustavo de Castro às 09h33
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